Mapa Mental: o que é e como fazer

Veja como este método pode auxiliar nos seus estudos

Mapa Mental: o que é e como fazer
 TEXTO ELABORADO POR: Prof. Thiago Gomes da Silva Nunes

 Os mapas mentais têm se popularizado no Brasil, apesar de já fazerem parte do cotidiano escolar anglo-saxão. Confira, neste artigo, o que é um mapa mental e como devemos proceder para elaborar uma ferramenta como essa.

 

No sentido prático da palavra, mapa mental é o nome dado a um tipo de diagrama conceitual formulado com o objetivo de promover bons resultados em um estudo. Mas, nesse ponto, precisamos dar um passo atrás e perguntar: o que é um diagrama? O dicionário Houaiss (2001, p. 141-181) nos diz que “diagrama é um tipo esquema, sendo esse a representação simplificada e funcional de um certo objeto, processo, etc.” A partir daí dá para você imaginar que um mapa mental é uma técnica de “esquematização” de um assunto, uma espécie de esboço didático do nosso estudo.

O fator mais significativo quando adotamos os mapas mentais é a compreensão de que eles possuem um apelo estético-didático, servindo como uma forma bastante eficiente para se revisar os principais tópicos de um assunto ou, simplesmente, como uma forma de acompanhar metodologicamente o nosso estudo, sendo bastante útil para os seus estudos do ENEM. Não é por menos que os mapas mentais têm sido tão utilizados no cotidiano escolar nacional e internacional, justamente porque essa metodologia se originou de uma revolução didática bem recente.

 

MAPA MENTAL X FICHAMENTO TRADICIONAL

O psicólogo inglês Tony Buzan (1942 – 2019) é considerado o fundador dessa estratégia de estudo, por mais que possamos afirmar que a ideia central desse método já esteja contida em qualquer fichamento acadêmico, que é uma prática que possibilita uma percepção mais ampla e organizada do assunto como um todo.  No entanto, o problema é que esses fichamentos podem ser extremamente cansativos, maçantes e desprovidos da ludicidade necessária exigida no nível médio de ensino, e é justamente aí que entram os mapas mentais. O procedimento sugerido por Buzan (2005) apela para elementos como as cores, formas, símbolos e a própria subjetividade do aluno na elaboração de um mapa mental, fator curioso que acaba gerando entre os alunos verdadeiras competições artísticas.

Visto que agora você tem uma noção sobre a diferença entre o fichamento e o mapa mental, que tal entender a importância dos elementos do mapa mental e, então, aprender a fazer o seu? Iremos dividir o processo em duas partes, para que você possa ir se familiarizando. E aí, vamos começar?!

 

PRIMEIRO MOMENTO

O ideal é que, quando for ter a experiência de fazer o seu primeiro mapa mental, você se desligue da maior parte das orientações técnicas, de modo que possa sentir como essa estratégia exige certa “projeção artística” de sua parte.

O conceito de mapas sugere uma ferramenta que nos serve de orientação, mas no caso de um mapa mental, o autor/aluno é o único responsável por tentar se “localizar” dentro de um universo, esquematizando todas as ideias que percorrem a discussão.

Para tanto, o seu primeiro mapa mental deve contemplar as seguintes regras:

1. Parta do centro da questão, literalmente falando:

Todo o processo deve partir de um único centro, nesse caso, o assunto estudado. Por exemplo, se você estiver estudando a obra de René Descartes, o tema é “Filosofia Cartesiana”, a despeito do fato de que esse filósofo pode ser entendido como sinônimo da própria obra. No centro do mapa, você colocará o seu nome, assunto, obra ou tema em discussão, e a partir deles partirão as demais ramificações que configurarão o mapa.

2. Está valendo cores, canetas e tudo que for fofinho!

Um dos elementos fundamentais nessa esquematização são as canetas coloridas. Exatamente, canetinhas coloridas que deixarão o seu mapa o mais bonito, lúdico e vívido possível, pois as cores – que atenderão ao seu estilo e escolha – indicarão a ordem dos fatores estudados, facilitando a memorização do assunto.

3. Serve para qualquer tipo de atividade complexa:

Como foi dito anteriormente, essa metodologia pode ser aplicada a qualquer tipo de atividade e disciplina e, inclusive, na preparação para o ENEM. Não haverá ninguém para ficar te estressando, cobrando coisas que não lhe importam, pois o intuito do mapa mental é justamente a projeção de suas impressões sobre determinado estudo, não importando o que está em questão.

Mapa Mental: o que é e como fazerExemplo de elaboração de mapa mental, abordando um assunto de redação.

 SEGUNDO MOMENTO

Agora que você já teve uma experiência inicial com o mapa mental, vejamos algumas noções mais detalhadas que poderão aprimorar a técnica.

4. Não deixe os detalhes de fora:

Lembre-se que um mapa mental não é uma forma de generalizar ou nivelar um estudo por baixo, mas um meio de dominar todos os pormenores que envolvem o assunto. É por isso que do centro do mapa devem se ramificar os temas periféricos e, a partir deles, os pormenores de cada tópico, seus subtópicos. Isso muitas vezes leva os alunos a formularem mapas bastante amplos e complexos, mas que, na prática, esses tópicos e ramificações facilitam o entendimento de matérias que dificilmente seriam compreendidas sem essa ajuda. 

5. Conexão total:

Supere a fragmentação aparente, já que a partir dessas ramificações você verá que a maior parte da complexidade de um assunto existe porque, no início, não conseguíamos vislumbrar a “grande teia” que os envolve. Por exemplo, ciência moderna, matemática, álgebra e outros tantos assuntos não estão desvinculados de fatores histórico-geográficos, literários e filosóficos, mas isso a gente só entende quando organiza tudo de forma que a nossa visão, tato e senso artístico façam parte do entendimento.

6. É preciso “ilustrar”, e isso não é modo de falar:

Projete-se no seu mapa mental e, se ele não for parte de uma atividade didática que precise entregar, se dê ao luxo desenhar, rabiscar e escrever o que bem entender, desde que isso lhe sirvam [verdadeiramente] como uma forma de compreensão do assunto.

7. As palavras-chave podem substituir textos completos:

A ideia é que com o estudo você consiga associar a compreensão de um assunto aos conceitos e palavras-chave que carregam esse peso. Lembre-se que o mapa mental não é um resumo, muito menos um fichamento tradicional, mas uma forma lúdica de sintetizar, ainda mais, a compreensão detalhada de um tema.

8. Símbolos, ênfases e ordem numérica para organizar:

A enumeração das células que se ramificam a partir do centro do mapa metal é um fator indispensável do processo, de maneira a conectar os tópicos periféricos uns aos outros. Cada célula poderá ser contemplada por símbolos e ênfases que chamem a sua atenção para o papel das palavras-chave ali inseridas; porém, sem a devida enumeração do esquema, o trabalho pode ficar confuso e sem coesão.

 

Por fim, vale mencionar que existem vários sites que disponibilizam sistemas automáticos para a elaboração de mapas mentais. Mas o fato é que a mente humana aprende mais com o trabalho ativo de escrita e desenho, ao contrário da digitação, especialmente porque nossos teclados são ferramentas modernas que nunca foram bem assimiladas por nossa cognição. A escrita tradicional – com lápis, papel etc. – sempre demonstrará maior impacto sobre o nosso aprendizado. Sendo assim, mãos à obra e boa sorte.

 

E, para deixar ainda mais completo o seu aprendizado sobre os mapas mentais, trouxemos também estes vídeos, em que o professor Thiago Gomes te explica um pouco mais sobre a importância dessa técnica:

 

   

 

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REFERÊNCIAS                                                              

BUZAN, T. Mapas mentais e sua elaboração: Um sistema definitivo de pensamento que transformará a sua vida. Tradução: Euclides Luiz Calloni e Cleusa Margon Wosgrad. São Paulo: Editora Cultrix, 2005.

CAMARGO, F. DAROS, T. A sala de aula inovadora: estratégias pedagógicas para fomentar o aprendizado ativo. Porto Alegre: Editora Penso, 2018.

HOUAISS, Antônio. VILLAR, Mauro de Salles. Houaiss: dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

MORAN, J. BACICH, L. (Org). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Editora Penso, 2018.

 

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