Literatura no ENEM: Vanguardas Europeias e Modernismo em Portugal!

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Literatura no ENEM: Vanguardas Europeias e Modernismo em Portugal!
TEXTO ELABORADO POR: Profª. Albenize Soares

Olá, pessoal! Tudo bem? Vamos continuar com nossas reflexões sobre as escolas literárias. Agora, apresentamos para vocês uma síntese do conteúdo que, além de ser muito cobrado no ENEM, está extremamente ligado ao Modernismo: as Vanguardas Europeias.

Vanguardas: Antecipar o futuro!

A palavra “vanguarda” origina-se do termo francês “avant-gard”, e significa “o que marcha na frente”. No geral, esse movimento acreditava perceber, antes de todos, aquilo que mais tarde seria o senso comum (CEREJA, 2003, p 370). Buscando apresentar novas formas de expressão, elas ousavam pelo impacto, já que tinham expressões bastante radicais para a época.

Em algum momento dos seus estudos vocês já devem ter visto as imagens abaixo. Observem-as e tentem imaginar o choque para a sociedade da época que era acostumada com uma arte previsível.

        Literatura no ENEM: Vanguardas Europeias e Modernismo em Portugal!

       Literatura no ENEM: Vanguardas Europeias e Modernismo em Portugal!

A ordem é a desordem, entenderam? Na imagem de Duchamp, a roda de bicicleta tem outra função além de rodar, a função de ser nada. Vocês podem estar pensando "a professora está de brincadeira". Não pessoal, não estou. Essa era, de fato, a proposta dos dadaístas, porém com um viés sarcástico, ridicularizando as expressões europeias.

                Literatura no ENEM: Vanguardas Europeias e Modernismo em Portugal!

Além dessas, existiram: O Futurismo, que tinham como palavra de ordem a “destruição” da sintaxe, do tradicional. O cubismo que apresentava a realidade em fragmentos, em cubos explorando a capacidade de visão de um objeto, entre outras.

Em geral, essa arte vanguardista dialoga com o modernismo quando traz uma diversidade e uma ruptura com a tradição posta. No Brasil, essas tendências foram chamadas de Modernismo. Apenas a partir da Semana de Arte Moderna de 1922 é que a nossa arte ganhará uma identidade mais clara, como veremos em outro momento.

Modernismo em Portugal

Um pouco de História e Literatura...

Como deve ser, ao estudarmos literatura, precisamos nos reportar aos fatos sociais e políticos que constituem a sociedade em determinada época. Como já pontuamos em outros artigos dessa sequência. A situação política de Portugal, desde do início do século XIX, era de decadência, por causa do desgaste da monarquia e da crise econômica (ODILON, 2003, p.452).

É nesse cenário que tem início o Modernismo português, organizado didaticamente em três momentos: Orfismo (1915) - com intenção de introduzir ideias vanguardistas do Futurismo e despertar o olhar da sociedade para novos tempos. É fundada a revista Ofpheu, por Fernando Pessoa e Mário de Sá. O Presencismo (1907) -  que defendia uma literatura viva, espontânea livre de imposições acadêmicas e estéticas. O Neo-Realismo (1940) - comprometido com as causas políticas e sociais, esse movimento olha para a realidade como um participante, um protagonista. Trazendo influência da ficção americana norte americana (John Steinbeck e Ernest Hemingway) e brasileira (Jorge Amado, José Lins do Rego, etc) o livro de Alves Redol “Gaibéus” é o marco inicial desse momento literário.

“Quem é bravo encara a fase má,

E quando a fase é boa, desconfia.

O mesmo zeus que traz o fogo

Traz também o gelo [...] ”                    

      -  Ricardo Reis     

Ricardo Reis é um dos vários heterônimos criados por Fernando Pessoa, o principal representante do modernismo português. A poesia de Pessoa é marcada pelo fingimento, em que emoções jamais sentidas se tornam reais a partir de personagens como Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, entre outros heterônimos. Fernando Pessoa viveu parte de sua vida na África do sul, retornando a Portugal em 1905.

As principais características do Modernismo são:

  • Nacionalismo;
  • Revisão crítica de um passado histórico;
  • Valorização de temas ligados ao cotidiano;
  • Subjetivismo e urbanismo;
  • Ironia, humor e piadas;
  • Versos livres (sem métrica) e brancos (sem rima);
  • Síntese na linguagem, fragmentação e flashes cinematográficos;
  • Busca de uma língua brasileira, mais popular e coloquial com pontuação relativa.

 

Esperamos que este conteúdo tenha te ajudado! Bons estudos!

 

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REFERÊNCIAS

CEREJA, William Roberto. Português: Linguagens. São Paulo. Atual Editora. 2003.

LEME. Odilon Soares. Linguagem Literatura Redação. São Paulo: Editora Ática. 2003

 

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