Literatura no ENEM: Semana de Arte Moderna e Modernismo no Brasil!

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Literatura no ENEM: Semana de Arte Moderna e Modernismo no Brasil!
TEXTO ELABORADO POR: Profª. Albenize Soares

“Dê-me um cigarro. Diz a gramática do professor e do aluno, e do mulato sabido. Mas um bom negro e um bom branco, da nação brasileira, dizem todos os dias. Deixa disso camarada. Me dá um cigarro!”

Nesse trecho, da poesia de Oswald de Andrade, você consegue notar algumas características modernistas? Se não, leia novamente e vai perceber. Nessa primeira fase, o modernismo brasileiro destacou-se pela busca de uma identidade nacional, sem influências europeias. Tendo em vista que o contexto social estava sob domínio elitistista da política “café com leite” (quer saber mais sobre essa parte? Então, basta clicar aqui e conferir nosso post sobre o Pré-Modernismo) que ainda bebia nas fontes de fora.

Assim, um grupo de artistas e escritores buscaram romper com as artes clássicas e a gramática erudita de até então. Logo, o marco dessa fase dá-se pela Semana de Arte Moderna que aconteceu entre 13 a 18 de fevereiro do ano de 1922, no teatro Municipal de São Paulo, evento que buscou romper com a literatura tradicional.

Apesar das vaias e latidos do público que esteve no teatro onde ocorria o evento, a Semana de Arte Moderna foi um sucesso para os idealizadores modernistas. A intenção era chocar e, ao mesmo tempo, ganhar audiência. Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Cassiano Ricardo, Graça Aranha, Heitor Villa-Lobos e Di Cavalcanti expuseram desde leitura de poemas a exposição de pinturas, concertos e danças.

As ideias Futuristas de uma arte centrada na realidade social e na vida urbana se contrapunham à escola literária que estava vigente, a Parnasiana. Em muitos momentos os eventos da semana de 22 criticavam autores e expressões parnasianas. Como o trecho abaixo do poema “Os sapos” de Manuel Bandeira, que critica Olavo Bilac pela participação de seu pai na guerra.

“Enfunando os sapos, // Saem da penumbra, //Aos pulos. //A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, // BERRA O SAPO BOI: - “MEU PAI FOI A GUERRA!” // Não foi-foi- Não foi! [...]” Os sapos (1918).

Nesse cenário surgem também os movimentos Pau-Brasil e Verde-Amarelo. O primeiro é exposto por Oswald de Andrade em 1924, e propunha a valorização do primitivismo da terra brasileira, respeitando a mitologia cultural. O segundo, defendia ideias nacionalistas de direita e resultou na criação do grupo Anta (1927).

A busca por uma identidade nacional nas artes e na literatura, rompendo com os ideais do colonizador, marcou 1922. Ano esse que também se comemora o centenário de independência do Brasil e a fundação do Partido Comunista Brasileiro. Logo, essa primeira fase modernista é reconhecida como a “fase heróica”, pela ousadia dos novos artistas de afrontar os parnasianos.

Alguns nomes de destaque do modernismo brasileiro:

É válido destacar que essa primeira fase (1922 a 1930) foi dominada pela poesia, que apresentava marcas da oralidade informal brasileira, com gírias e piadas. Mas, outras artes como a pintura, a escultura e a música também auxiliaram a criar uma perspectiva moderna e “original” para o Brasil.

  • Oswald de Andrade - Era defensor da valorização de nossas origens, do passado histórico e cultural.
  • Mário de Andrade - Fez poesia, mas é na prosa - Macunaíma - que ele se destaca quando apresenta o índio diferente daquele mostrado em Iracema, de José de Alencar, no Romantismo. No primeiro, a sátira é forte, o índio é feio, preguiçoso e é um anti-herói. No segundo, a imagem passada do índio é refletida pela beleza e perfeição de Iracema.

Por fim, foi nessa fase que vários grupos, movimentos, revistas e manifestos ganharam destaque nacional, como: os manifestos da poesia Pau-Brasil (1924) e Antropófago (1928) e as revistas Klaxon (1922), Estética (1924), A Revista (1925).

Esperamos que este conteúdo tenha te ajudado! Ah! Mais uma coisa: você quer saber mais sobre o Modernismo? Então, não deixe de conferir nosso post anterior sobre as vanguardas europeias e o Modernismo em Portugual! É só clicar aqui.

 

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REFERÊNCIAS

BRASIL, Escola. Literatura - Oswald de Andrade. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/

LEME. Odilon Soares. Linguagem Literatura Redação. São Paulo: Editora Ática. 2003

 

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