Literatura no ENEM: entenda as características do Parnasianismo!

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Literatura no ENEM: entenda as características do Parnasianismo!
TEXTO ELABORADO POR: Profª. Albenize Soares

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Esperamos que sim! Nesta discussão, apresentaremos um pouco da estética PARNASIANA. Podemos dizer que essa escola faz parte da época realista literária, por ser um movimento que, como o Realismo e o Naturalismo, buscava se contrapor ao subjetivismo e a liberdade formal da poesia romântica.

Entretanto, apesar de se opor a escola romântica, o Parnasianismo não segue o viés “denunciativo” de suas colegas Realista e Naturalista. Essa tendência, que trabalha o gênero poético, se concentra na “perfeição da arte”. Calma! Já explicaremos.

Um pouco de História e Literatura...

                  Literatura no ENEM: entenda as características do Parnasianismo!

Na imagem, acima, temos a representação da pintura a óleo de Simou Vouet intitulada Parnaso ou Apolo (1640). Exposta no Museu de Belas Artes, em Budapeste. Com uma riqueza de cores e detalhes dos traços humanos a obra é reconhecida com uma bela arte.

E esse era o foco da literatura parnasiana, expor o beloda arte pela arte”. Surgida na França, com a fundação da revista Le Parnasse Contemporain (1866), que tem como significado “o Parnaso contemporâneo”.  Essa escola surgiu como reação à excessiva liberdade formal da poesia romântica, a qual era atribuída as falhas na estrutura do poema e os descuidos de linguagem.

As principais características do Parnasianismo são:

  • A arte com um fim em si mesma, sem fins políticos ou sociais;
  • Plasticidade – poesia e pintura;
  • Impassibilidade – repudio ao sentimentalismo romântico;
  • Culto da beleza;
  • Apresso a arte da antiguidade clássica;
  • Preocupação com a forma;
  • Universalismo – revelando interesse por diversas culturas.

Parnasianismo no Brasil

Houveram dois eventos que marcaram o início do parnasianismo no Brasil: “A batalha de parnaso”, uma disputa em versos entre defensores do lirismo romântico e defensores da poesia comprometida com a ciência e o progresso.  E a publicação do livro de poemas Fanfarras, de Teófilo Dias em 1882, que marcou, de fato, o início dessa estética em nosso país, de acordo com Odilon (2003).

Na poesia brasileira o movimento parnasianista se absteve ao tratamento de temas sociais ou sentimentalista. Ele se concentrava na construção formal do poema, mesmo que o olhar fosse a partir de um objeto ou ser, aparentemente irrelevante, como um vaso ou elemento da natureza. Com algum tempo, essa estética passou a ser seletiva e foi se tornado elitista. A partir de então, ela criou um certo “ranço” em algumas camadas sociais, que passaram a criticá-la. Haja vista que, com tanta formalidade e rebuscamento linguístico ela mostrava, agora, que não era tão “neutra” assim. Afinal, ela escolhera seu público.

Alguns nomes de destaque do Parnasianismo brasileiro:

Antes de destacarmos os poetas, precisamos apontar outra postura excludente desse movimento, diríamos até que, para os dias atuais, seria sexista. Estamos falando da discriminação sofrida pela poetisa Francisca Júlia da Silva (1871-1920) uma poetisa que detinha grande sensibilidade e apuro técnico na sua escrita.

Mas que, no entanto, recebeu o seguinte comentário: “Isso não é verso de mulher! Deve ser alguma brincadeira do Raimundo correia”, de João Ribeiro, editor da revista “A semana”. Essa fala irônica do editor revela o descaso que a escrita de mulher recebia. E assim como ela, muitas sofreram e foram, inclusive, impedidas de se expressarem. 

Ok, deixando essa questão de gênero em “standy by”, agora destacaremos alguns poetas e, posteriormente, encerraremos com um trecho do poema “À NOITE” da grande Francisca Ana Júlia. Tem-se, então, os parnasianistas:

  • Alberto de Oliveira (1857-1937);
  • Raimundo Correia(1859-1911);
  • Olavo Bilac (1865-1918);
  • Vicente de Carvalho(1871-1920).  

Vamos, agora, ao belíssimo soneto À NOITE de Francisca Ana Júlia (1871-1920):

 

 “Eis-me a pensar, enquanto a noite envolve a terra,

Olhos fitos no vácuo, a amiga pena em pouso,

Eis-me, pois a pensar...De antro em antro, de serra

Em serra, ecoa, longo, um réquiem doloroso.

 

No alto de uma estrela triste as pálpebra descerra,

Lançando, noite dentro, o claro olhar piedoso.

A alma das sombras dorme; e pelos ares erra

Um mórbido langor de calma e de repouso..                                                                

Em noite assim, de repouso e de calma,                                  

É que a alma vive e a dor exulta, ambas unidas,

A alma cheia de dor, a dor cheia de alma

 

É que a alma se abandona ao sabor dos enganos

Antegozando já quimeras pressentidas

Que mais tarde hão de vir com o decorrer dos anos”.

 

 

Esperamos que esse conteúdo tenha te ajudado! Bons estudos!

 

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REFERÊNCIAS                                      

ESCRITAS.org. Poema À NOITE de Francisca Júlia. Disponível Em: https://www.escritas.org/pt/t/10436/a-noite.

LEME. Odilon Soares. Linguagem Literatura Redação. São Paulo: Editora Ática. 2003

 

 

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