Brasil Colônia parte VII: o fim do período colonial no Brasil!

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Brasil Colônia parte VII: o fim do período colonial no Brasil!
TEXTO ELABORADO POR: Prof. Carlos Paulo dos Santos

Olá, pessoal! Como vocês podem ver pelo título, chegamos ao último "episódio" dessa série de Brasil colônia. Todos os textos até aqui têm como meta, além de uma história escrita de forma interativa e atrativa, trazer o conhecimento. No caso dessa série, vimos como se apresentou a estruturação geral do período colonial. Espero que tenham gostado até aqui, mas ainda falta o “Gran Finale”. Então, sem mais enrolação, vamos à História, e que ela venha a nós!

Como vimos anteriormente, o Brasil se constitui para o ocidente europeu a partir dos “achados” marítimos de Pedro Álvares Cabral, em 1500 (embora Duarte Alves Pacheco tenha passado por aqui em 1498). Assim, desenrolaram-se diversos atritos, pois, agora, o Brasil relacionava-se, de forma direta, com o comércio mundial, fazendo parte desse processo.

Por volta de 1807, a maior potência europeia era a França, liderada por Napoleão Bonaparte. Esse sujeito era, digamos, no mínimo, megalomaníaco (espírito de grandeza), não estou dizendo que seja certo ou errado, mas isso é importante para entendermos o que vai rolar aqui no Brasil devido a esse posicionamento. Pois bem, a França se constituía como um império poderoso e dominava as relações comerciais da Europa do início do século XIX. Isso se devia, em grande parte, ao seu poder militar que assombrava até os mais experientes na arte da guerra. Dessa forma, tendo o Reino Unido como sua principal concorrente no contexto de influenciador da economia mundial, “Napô” declara o Bloqueio Continental ao Reino Unido como forma de enfraquecê-lo financeiramente. Esse nome é dado devido ao território dos ingleses se encontrar em uma ilha, não tendo ligação física com o restante do continente europeu, a não ser por via marítima.

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No meio desse turbilhão de emoções, estava um pretensioso João VI, rei de Portugal, digo pretensioso, mas outros diriam temeroso (talvez, até covarde). O cara estava lá, nem tão longe nem tão perto dessas duas potências, envolto ainda em suas relações comerciais e de poder, sendo pressionado, por um lado, a manter relações comerciais com os ingleses por serem seu maior parceiro comercial, e, por outro lado, pressionado pelos franceses a interromper essa relação, devido à ameaça de guerra iminente a quem desobedecesse a ordem.

Então, não atendendo às ordens de boicotar o Reino Unido, a família real portuguesa e uma comitiva, ao saberem da invasão iminente das tropas francesas, fogem às pressas para o Brasil, sua mais proeminente colônia. Esse seria o início de uma série de mudanças que desencadearia o fim do período colonial e início de uma nação independente sob a égide do império.

Com a chegada da família real, várias mudanças foram realizadas na estrutura do Brasil. Vejamos algumas a seguir:

  • A intensificação da importância da região Sudeste no contexto nacional;
  • A implantação de prédios administrativos conforme o modelo europeu;
  • Criação de colégios e cursos novos nas universidades de Salvador e Rio de Janeiro;
  • Criação do Banco do Brasil;
  • Abertura de um parlamento aberto ao público onde eram tomadas decisões regularmente.

O fim do período colonial é encabeçado pelo jovem príncipe regente Dom Pedro I, após o retorno da família real para Portugal, que teve uma volta agitada devido à elevação da importância da ex-colônia, agora, integrante do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, o que deixava descontente a aristocracia média e burguesia portuguesa, uma vez que considerava que o Brasil deveria voltar a esse estado colonial e ser novamente fonte de renda para Portugal. Lembrando alguns fatos, veremos, no caso da explosão aurífera nas Minas Gerais, um belo exemplo de como os portugueses se encontravam endividados, e, por isso, aumentavam os impostos, além das punições tácitas relegadas aos seus insurgentes (assunto para outra série). Pedro I decide por formar, aqui no Brasil, um Império independente dos “desmandos” da elite portuguesa, outorga uma Constituição em 1824 e se declara imperador, tendo, então, o fim do período colonial.

Com isso, chegamos ao final da nossa série de história do Brasil Colonial. Esperamos que você tenha gostado do conteúdo! E, caso tenha perdido as outras partes da nossa sequência, é só clicar nas partes a seguir: IIIIIIIV, V e VI). Além dos artigos, aqui no blog, também preparamos vídeos para vocês sobre o Brasil Colonial, em nosso canal do YouTube! Você pode conferir a playlist clicando aqui.

 

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REFERÊNCIAS

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996.

PRIORE, M. L. M. Histórias da Gente Brasileira - Colônia. 1. ed. São Paulo: Leya, 2016.

SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

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