Brasil Colônia parte V: entenda o contexto do ciclo do ouro!

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Brasil Colônia parte V: entenda o contexto do ciclo do ouro!
TEXTO ELABORADO POR: Prof. Carlos Paulo dos Santos

Olá, galerinha! Estamos, mais uma vez, nos encontrando aqui para falar da história do período colonial do Brasil. Como vocês já devem ter visto no título, nossa conversa de hoje vai ser sobre o conhecido Ciclo do Ouro (ou também “Corrida do Ouro”).

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Como sempre costumamos fazer, antes de irmos direto ao assunto, temos que fazer uma contextualização, vamos nos localizar dentro do contexto de inserção dessa descoberta, que viria a trazer uma série de mudanças não só nos hábitos dos moradores. Como acompanharam os capítulos anteriores, vocês já sabem que nada se define por si só como um acontecimento isolado, também não vai ser diferente com o caso do ouro. Então, vamos lá!?

Antes do início do século XVIII, o século XVII foi extremamente conturbado para a coroa portuguesa, para o corpo administrativo de Portugal, bem como para o povo. Portugal vinha sofrendo com sua economia defasada por dois quesitos: o primeiro foi a retomada de sua independência. Isso mesmo! Portugal foi, durante 60 anos, parte do domínio espanhol, no que ficou conhecido por União Ibérica. Ao livrar-se desse domínio e voltando a ter seu próprio monarca, processo que demandou muitos recursos, sobretudo, em questão de dinheiro, Portugal estava altamente endividado; segundo, durante esse período e mesmo após, sofreu muito com revoltas na colônia da América, a exemplo da Revolta de Beckman, em 1684, mas o ponto que vem a desestruturar Portugal, de forma pesada, foram as Invasões Holandesas que ocorreram mais de uma vez durante o século XVII.

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Essa questão das invasões realizadas pelos holandeses no território brasileiro pode ser vista como atenuante da crise portuguesa, que se sucederia no século seguinte, por dois prismas: o mais imediato são os gastos das guerras de retomada, notem que já é o segundo processo de retomada em menos de meio século, sem falar que Portugal ficou, praticamente, sem o seu principal produto de exportação, o açúcar (não estranhem se, em alguma prova ou aula, você ouvir ou ler o termo Guerra do Açúcar, trata-se desse processo de retomada). Atrela-se a isso, também, a questão do açúcar, uma vez que os mesmos Holandeses começam a ter sua própria produção, após saírem do território português nas Américas. Além de terem recebido tributos, começam a ser os principais exportadores de açúcar para a Europa, grande centro consumidor da época.

Assim, tendo uma série de fatores que a enfraqueceram econômica e administrativamente e vendo a sua principal fonte geradora de renda enfraquecida e se tornando cada vez mais relegada, devido aos altos preços que oferecia em comparação ao produto exportado pela Companhia das Índias Ocidentais (empresa privada holandesa responsável tanto pelas invasões quanto pela administração e o comércio), Portugal necessitava, urgentemente, de conseguir uma nova fonte geradora de capital que alavancasse sua economia.

Desse modo, sabendo de descobertas recentes de prata e diamante nas colônias espanholas ali vizinhas, principalmente, na Bacia do Rio Prata (hoje são territórios que pertencem aos países da Argentina, Bolívia e Paraguai), a coroa portuguesa dá início a expedições chamadas de Sertanistas. O sertanismo buscou justamente encontrar o que sempre se buscou, mas não se achou de imediato: o ouro.

Galera, antes de conhecerem bem o litoral e o interior do Brasil, muitos europeus lançaram várias fofocas sobre o que haveria nessas terras, inclusive, uma delas dizia que seria aqui o Jardim do Éden de onde o Deus do Cristianismo e Judaísmo haveria expulsado Adão e Eva. Outra dessas conversinhas esperançosas dizia que aqui seria a localização da famosa cidade Eldorado. Nessa história, haveria uma cidade toda feita em ouro maciço e, além disso, o próprio imperador do local se cobriria todo com ouro em pó, tamanha era a riqueza do local. Imagina só como seria um lugar assim! Vocês não iriam querer descobrir e visitar? Pois é, os portugueses também, e, mais do que isso, queriam tirar uma “lasquinha” pra levar pra casa. Na verdade, queriam levar tudo para vender.

 

Para saber a continuação desse assunto, não perca o próximo post da nossa série de Brasil Colonial, na semana que vem! Esperamos que você tenha gostado do conteúdo! E, caso tenha perdido as outras partes da nossa sequência, é só clicar nas partes a seguir: III, III e IV.)

 

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REFERÊNCIAS

 

FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. 32. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.

FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1996.

PRIORE, M. L. M. Histórias da Gente Brasileira - Colônia. 1. ed. São Paulo: Leya, 2016.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloísa Murgel. Brasil: uma biografia. 1. ed. - São Paulo: Companhia das Letras, 2015.

 

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